INTERSECÇÕES

ESTREIA A 19 DE ABRIL DE 2017

PRIMEIRO EPISÓDIO JÁ DISPONÍVEL

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Temporada 0


Dois filhos com o mesmo nome

Algum tempo antes de começar a escrever a primeira versão do que viria a ser o seu segundo romance, A Imagem, Joel G. Gomes teve uma ideia para uma série televisiva. De uma assentada escreveu o episódio piloto e pensou nas linhas mestras para os episódios seguintes.

Mais tarde, debruçou-se sobre outras questões secundárias, tais como o desenvolvimento de personagens, enredo e título. Este último aspecto foi o primeiro a ser resolvido e não se pode dizer que tenha sido um processo difícil.

O episódio piloto apresentava os personagens através de várias histórias que se cruzavam de forma dinâmica, influenciando o modo como cada um era visto, e introduzia vários pontos de partida interessantes. Aproveitando que tinha algum tempo em livre em mãos, Joel G. Gomes começou a desenvolver ideias e escreveu mais um episódio e três tratamentos antes de passar por um muro branco que o fez esquecer essa ideia por completo e iniciar a escrita de um romance.

A ideia foi de tal modo esquecida que quando chegou o momento de pensar num título para a série que englobaria Um Cappuccino VermelhoA Imagem O Atraso, bem como os ainda não escritos mas já planeados A Voz O Quarto Vazio, o iluminado teve um momento de amnésia criativa e saiu-se com um título formidável: A Intersecção.

(Ele andava a descansar pouco na altura. Só isso explica ter tido duas vezes a mesma ideia de título. É certo que tinham passado vários anos entre um momento e outro, mas isso é tão desculpável como dar o mesmo nome a dois filhos.)

De qualquer modo o mal estava feito e visto que o projecto de série televisiva iria ficar pelo caminho, ficou a criança mais nova com o nome da mais velha e a mais velha trancada a sete chaves.

Houve um momento em que isso esteve quase para não acontecer, um momento em que o projecto de série foi apresentado a várias produtoras e uma delas revelou um grande interesse que depois se concretizou em… nada. Foi por esta altura que que Joel G. Gomes se apercebeu que tinha dois projectos diferentes, concebidos para dois formatos totalmente distintos, com um título em comum. Era óbvio que havia um dilema por resolver, mas será que havia mesmo? E se as histórias de A Intersecção (série televisiva) pudessem de algum modo combinar com as histórias de A Intersecção (série literária), criando assim um único universo fictício?

A intenção era boa, excepto por dois detalhes:

  1. Produzir (bem) uma série de televisão com muitos actores, muitos décors, efeitos visuais com fartura, etc., é coisa para custar algum (vamos dizer “algum” para não dizer obscenidades) dinheiro.
  2. Gajos como Joel G. Gomes, que a única coisa que têm a seu favor é o formidável sentido de humor e a capacidade de falar de si próprio através de pessoas que não existem, não fazem séries televisivas. Porquê? Vejam o ponto 1.

O projecto foi para a gaveta e lá ficou até que eu resolvi pegar nele e transformá-lo numa série literária. Já sei o que estão a pensar, e sim foi muito simpático da minha parte não deixar que uma ideia com tanto potencial ficasse por explorar. Também é verdade que o problema dos títulos iguais se mantinha, mas isso depressa se resolveu – e de forma brilhante, devo dizê-lo – com a pluralização do título e a eliminação do artigo.

Pode parecer preguiçoso, mas não foi. Isto porque a ideia de combinar os dois mundos começava a ganhar uma nova vida, agora que ambos os projectos podiam ser desenvolvidos. E assim comecei a trabalhar com o material que existia, reformulando personagens, reestruturando enredos, até encontrar não só por onde queria ir, mas sobretudo onde é que queria chegar.

D’ A Imagem a Intersecções

Na recta final de A Imagem ocorre um evento que tem grandes repercussões na série O Mal Humano, ambos de Joel G. Gomes. Quando comecei a trabalhar neste projecto, pensei em aproveitar o mesmo momento, mas depois apercebi-me que, sendo um momento de intersecção interessante, não era esta a grande ligação que eu procurava com o universo de A Intersecção. Procurei no resto de A Imagem, não encontrando nada que fizesse o tal clique.

Essa ligação acabaria por ser descoberta no conto O Atraso, cujos eventos decorrem em simultâneo com os de Um Cappuccino Vermelho. Além de exercer uma grande influência naquela que será a quarta e última história de A Intersecção (O Quarto Vazio), O Atraso representa também m ponto culminante no eixo central de Intersecções. É para lá que algumas histórias convergirão, e é de lá que outras divergirão e isso é só o início.

O que importa são as gentes

O enredo de Intersecções girará em torno de um grupo de pessoas que descobrem-se envolvidas numa perigosa caça através do tempo e do espaço por misteriosos artefactos mágicos capazes de realizar qualquer desejo ou, se mal utilizados, provocar a destruição do universo.

Com o desemaranhar da trama, iremos aprender o que são estes artefactos, qual a sua origem, e qual o papel que cabe a cada um dos personagens. À semelhança de O Mal HumanoIntersecções será composto por três temporadas de 13 episódios cada. A série será também antecedida por vários prólogos onde serão apresentadas as personagens principais e as bases históricas da narrativa.

Enquanto as primeiras histórias não chegam, aqui ficam as premissas básicas.

Irina Almeida
Quando Irina Almeida comunica o desaparecimento do filho, o seu passado como toxicodependente fazem dela a principal suspeita. Condenada por um crime que não cometeu, recebe a visita de um advogado, enviado por uma parte anónima, que pretende libertá-la e usá-la para encontrar uma série de indivíduos. Em troca ajudá-la-á a encontrar o seu filho. Após o primeiro encontro, Irina apercebe-se que está a ser manipulada e que inocentes poderão morrer. Até onde estará ela disposta a ir para ter o seu filho de volta?

Sofia e Fernando
Quando assinaram os papéis para a adopção e Tiago passou a ser filho deles, Sofia e Fernando sabiam que nem todos os dias seriam de sonho, mas estavam de longe de imaginar a angústia que é assistir ao seu lento fenecimento sem nada poder fazer. Incapazes de confiar nos desígnios do destino, Sofia e Fernando estão dispostos a tudo para salvar o filho e manter a família intacta, mas haverá alguma depois disso?

Helena e Vítor
Quando a chave para resolver uma série de estranhos desaparecimentos está escondida no seu próprio passado, conseguirá Helena confiar no seu marido ao ponto de lhe contar a verdade? E quando Vítor ouvir a verdade, agirá ele como inspector da Polícia de Investigação Nacional ou protegerá a sua esposa das consequências?

Homem de Fato
Quando não sabemos quem somos ou de onde vimos, até onde estamos dispostos a ir para encontrar essas respostas? E quando há quem as tenha e recusa-se a entregá-las, haverá limites a respeitar? Sem nome e sem passado, o Homem de Fato é um errante que apenas procura a verdade, mas será a verdade aquilo que ele quer encontrar?

Dércio
Quando Dércio é detido pelas autoridades na posse de material roubado, já sabe que poderá contar com a influência do irmão para o livrar das acusações. Só que desta vez o irmão cumpre o ultimato que lhe dera e Dércio é enviado para a prisão. Rodeado de inimigos, recebe a visita de um advogado, enviado por uma parte anónima, que pretende libertá-lo e usar os seus talentos para reunir uma série de objectos. Quando Dércio recusa-se a colaborar, a vida do irmão é ameaçada. Conseguirá Dércio encontrar os tais objectos e salvar a vida do irmão? Conseguirá ele fazê-lo antes que outros o façam?

Laurénio
Quando é informado que o irmão voltou a ser detido, Laurénio decide não intervir e deixar que o sistema actue. Algum tempo depois o irmão desaparece sem deixar rasto. Conseguirá ele manter-se afastado ou será obrigado a quebrar a própria promessa de modo a proteger o irmão daqueles que o perseguem?

Manuel
Quando a descoberta de uma anomalia contabilística o transforma num alvo a abater, Manuel é salvo por uma desconhecida. Quando ela o informa que as razões da sua perseguição são bem mais nefastas e que está nas mãos deles fazer justiça, deverá ele confiar nela?

E vocês, caros leitores? Deverão confiar que isto será tão bom como eu espero que seja? Só há uma forma de saber, não é?

João Dias Martins

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